Uma coisa que eu gosto de fazer – e que gostaria de fazer com mais frequência – é entrar numa livraria e sair de lá com um livro escolhido meio a esmo. Meio porque não chego lá de olhos fechados e compro sem chegar a ler o título. Mas chego sem a ideia de qual [...]
Estou no Globo. E na UOL. E, veja só, estou também no jornal cearense O Povo. Bem, não propriamente eu, mas meu nome e um outro trecho de algumas declarações sobre um projeto que estou organizando: um tributo indie ao… Raça Negra. Quando criei esse blog, nas primeiras linhas do primeiro post, registrei: “discos do [...]
Quando foi a última vez que você escreveu uma carta? Mesmo que você não a tenha entregue ao destinatário, quando foi a última vez em que você, munido de uma caneta e um papel, ou com um editor de textos como esse no qual escrevo agora, passou as palavras que mal existiam somente no mundo [...]
Sabe quando um disco faz você entrar numa onda meio Zeca Baleiro de querer mandar flores ao delegado e bater na porta do vizinho e desejar bom dia? Fazia tempos que isso não acontecia por esses lados, mas Nocturne, novo do Wild Nothing, veio para mudar isso. Disponível para download no sempre ótimo New Albums [...]
Olhava para a terceira dezena de hot filadélfia recém-chegada à minha mesa durante uma ida a um rodízio de comida japonesa quando, mexendo no telefone celular, não resisti. “Obrigado por ter me feito perder o preconceito com comida japonesa naqueles tempos. Estou num rodízio agora. Lembrei do dia.”, dizia a mensagem. Rindo, ela respondeu citando [...]
Olhe para mim. Eu uso sapatos. SA-PA-TOS. E não qualquer sapato. São sapatos pretos do tamanho exato, rigorosamente engraxados, tanto que, juram os que zombam de mim, na falta de um espelho, poderia usa-los como step. Meu nome é Pedro. Muito prazer – ou não. Tenho 28 anos, trabalho como contador, sou casado e pai de um garoto que [...]
Eu tinha acabado de me referir a uma garota com quem saí por algum tempo como “meio doida”, quando um dos dois amigos quis saber: “doida, doida mesmo? Com algum… transtorno?”. Não, claro que não era. Era falante, meio sem filtro, mas não tinha nenhum transtorno. Ao menos nenhum muito aparente. “É que eu já [...]
Conheci Wilco em 2005 por causa da Daniela, uma amiga não deve, ainda hoje, saber o nome de uma única música da banda. Isso porque foi ela quem me apresentou – e me emprestou – os livros do André Takeda, que dedicava Cassino Hotel, seu segundo romance, ao grupo. E porque o André, nessa época, [...]
No começo da semana, postei aqui o meu texto que vai estar presente no tributo ao Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco, organizado pelo Luiz Espinelly, que deve sair até o final da semana. Trata-se de uma homenagem simples, feita por pessoas legais e que, acima de tudo, são fãs assumidos da banda. Hoje estava ouvindo [...]